Livreto Celebrativo | 4⁰ dia da Novena de Natal

 

LIVRETO CELEBRATIVO
4⁰ DIA DA NOVENA EM PREPARAÇÃO PARA O NATAL DO SENHOR

Tema do dia: O sim que gera a vida.

CANTO DE ENTRADA


RITOS INICIAIS


Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada. Chegando ao altar e feita a devida reverência, não beija-o e incensa-o.

ATO DE CONTRIÇÃO 

Pres.: Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador, Redentor e Salvador meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e infinitamente digno de serdes amado, reverenciado e obedecido sobre todas as coisas, Vos amo e estimo mais que tudo e sobretudo, e quero de hoje para sempre amar-Vos, servir-Vos e obedecer-Vos, pesando-me no íntimo do meu coração e da minha alma de todos os meus pecados, com que ingrato e traidor tenho ofendido vossa bondade infinita e Majestade Suprema: porém, Senhor, eu proponho firmemente, com os auxílios da vossa graça, nunca mais pecar, nem tornar a ofender-Vos; e dos agravos que Vos tenho feito, Vos peço, humildemente, perdão, que espero alcançar pelos merecimentos da vossa vida Santíssima e sagrada morte e paixão, e pela vossa infinita misericórdia.
℟.: Amém.

Pres.: Deus,  vinde em minha ajuda.
℟.: Senhor, apressai-Vos em
me socorrer.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

ORAÇÃO PREPARATÓRIA 

Pres.: Ó Deus de infinita bondade e sabedoria, que, sendo Eterno e infinito, quisestes por oculta ciência vossa fazer-Vos temporal e limitado; que sendo Senhor Supremo, a quem adoram as majestades do mundo, e todos os serafins do Céu, quisestes tomar a forma de servo; e sendo finalmente Deus, Vos fizestes homem, nascendo Menino para nosso remédio, e ensinando-nos que só pela humildade se caminha com segurança para a glória, para onde nos criastes; fazei, meu Menino, meu Deus e meu Salvador, que eu de Vós aprenda a ciência da humildade, dando-me um perfeito conhecimento do nada que sou, valho e posso, para que, com este conhecimento, desprezando-me a mim e ao mundo, me entregue todo em Vos amar, Deus meu, e única esperança minha. 
℟.: Amém.

JACULATÓRIAS

Pres.: Vinde já, ó Deus Menino, Vinde alegrar os mortais, Para todos entoarmos: Bendito, ó Jesus, sejais.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Não estejais encoberto, Sai a remir o mundo, Ponde-nos já manifesto.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Vinde, vinde já ao mundo Tirar-nos do cativeiro, Deste abismo profundo.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Ó meu amado Jesus, Vinde alumiar minha alma, Vinde dar ao mundo luz.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Nascei, que por Vós suspiro Vinde, vinde, ó Deus de amor, Sai já desse retiro.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Deus de infinita beleza, Vinde nascer na minh’alma, Abrandar sua dureza.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Nascei no meu coração, E no centro do meu peito Fazei vossa habitação.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Vinde, Deus de piedade, Desterrar minha soberba, Com vossa rara humildade.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Sem Vós, não posso viver; Aqui tendes o meu peito, Nele vinde já nascer.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

Pres.: Ó Infante suavíssimo, Nascei, não Vos detenhais, Meu coração desfalece, Já não pode esperar mais.

Pres.: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
℟.: Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os século dos séculos amém.

OFERECIMENTO

Pres.: Ouvi, ó Jesus piedoso, As minhas deprecações, E vinde com vosso exemplo Dirigir minhas ações. Apartai, Senhor, de mim, O que ofensa vossa for, Que minha alma não deseja Ser ingrata a tanto amor. Para que vivendo sempre Conforme a vossa vontade Possa ir seguramente Gozar-Vos na eternidade.

MEDITAÇÕES DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 4⁰ DIA

Leitor: “A minha dor está sempre diante de mim.”
Sumário. Desde o instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida com seu pequenino corpo, viu diante de si todos os padecimentos que teria de sofrer para a redenção dos homens. Por isso, Jesus começou, desde o primeiro instante da sua vida, a sofrer por nosso amor a tristeza mortal que depois padeceu no horto de Getsêmani. E como temos nós correspondido a tão grande amor? Talvez com frieza e ingratidão.
I. Considera como, no mesmo instante em que foi criada a alma de Jesus e unida com seu pequenino corpo no seio de Maria, o Pai Eterno manifestou a seu Filho a sua vontade de que morresse para a redenção do mundo. No mesmo tempo, pôs-Lhe diante dos olhos a vista triste de todos os sofrimentos que deveria padecer até à morte, a fim de remir o gênero humano. Mostrou-Lhe então todos os trabalhos, desprezos e pobreza que deveria suportar em toda a sua vida, tanto em Belém como no Egito e em Nazaré. Mostrou-Lhe em seguida todas as dores e ignomínias de sua Paixão: os açoites, os espinhos, os cravos e a cruz; todos os desgostos, tristezas, agonias e abandono em que havia de terminar a sua vida no Calvário. Quando Abraão levava seu filho à morte, não quis contristá-lo comunicando-lhe a sorte com antecedência, nem no pouco de tempo de que precisavam para chegarem ao monte. Mas o Pai Eterno quis que seu Filho Encarnado, destinado a ser vítima da divina justiça pelos nossos pecados, sofresse já então todas as penas às quais depois deveria submeter-se na vida e na morte. Por esta razão, desde o instante em que baixou ao seio de sua Mãe, Jesus sofreu sem interrupção a tristeza que o acabrunhou no horto, e que era suficiente para tirar-Lhe a vida, assim como Ele mesmo disse: Tristis est anima mea usque ad mortem — “A minha alma está triste até à morte” (Mt 26,38). De sorte que desde então Ele sentiu vivamente e sofreu o peso de todos os tormentos e opróbrios que o esperavam. Toda a vida, portanto, e todos os anos do Redentor foram vida e anos de dores e de lágrimas: Defecit in dolore vita mea, et anni mei in gemitibus — “A minha vida tem desfalecido com a dor, e os meus anos com os gemidos” (Sl 30,11).  O seu Divino Coração não teve um instante livre de padecimento. Quer vigiasse, quer dormisse, sempre tinha diante dos olhos aquela triste representação que Lhe atormentou mais a santíssima alma do que os santos mártires foram atormentados por todos os seus suplícios. Os mártires padeceram, mas, ajudados com a graça, padeceram com alegria e ardor; Jesus, ao contrário, padeceu sempre com o Coração cheio de desgosto e tristeza, e aceitou tudo por nosso amor.
II. Ó doce, ó amável, ó amante Coração de Jesus! É, pois, verdade que desde menino estivestes repleto de amargura, e que no seio de Maria padecestes uma agonia sem consolação, sem testemunha, sem ao menos ter quem Vos aliviasse e de Vós se compadecesse. Tudo isso, ó meu Jesus, sofrestes a fim de satisfazer pelas penas eternas e pela agonia sem fim que deviam ser a minha sorte no inferno por causa dos meus pecados. Padecestes privado de todo alívio, a fim de me salvar a mim, que tive a audácia de abandonar o meu Deus e de virar-Lhe as costas para satisfazer a meus miseráveis apetites. Graças Vos dou e compadeço-me de Vós, mormente por ver que, ao passo que Vós padecestes tanto por amor dos homens, estes nem sequer de Vós se compadecem. Ó amor de Deus! Ó ingratidão dos homens! Ó homens, ó homens, vede esse Cordeirinho inocente que está em agonia por vós, para dar à divina justiça satisfação pelas injúrias que vós Lhe tendes feito. Vede como Ele está orando e intercedendo por vós junto do Eterno Pai: contemplai-O e amai-O. Ah, meu Redentor, quão poucos são os que pensam nas vossas dores e no vosso amor! Ó Deus! Quão poucos são os que Vos amam! Mas ai de mim! Eu também tenho vivido muitos anos esquecido de Vós. Vós tanto padecestes para ser de mim amado, e não Vos amei. Perdoai-me, ó Jesus meu, perdoai-me; quero emendar-me e amar-Vos. Desgraçado de mim, Senhor, se ainda resistisse à vossa graça e, com a minha resistência, me condenasse! As grandes misericórdias de que tendes usado comigo, e especialmente a vossa doce voz que agora me chama ao vosso amor, seriam o meu maior castigo no inferno. Meu amado Jesus, tende piedade de mim; não permitais que, para o futuro, eu viva ingrato ao vosso amor. Dai-me luz e dai-me força para vencer tudo, a fim de cumprir a vossa santa vontade. Atendei-me, Vo-lo peço, pelos merecimentos de vossa Paixão. É nesta que confio, bem como na vossa intercessão, ó Maria. Minha querida Mãe, socorrei-me; vós me impetrastes todas as graças que tenho recebido de Deus; eu vo-lo agradeço; mas, se não continuardes a socorrer-me, eu continuarei a ser infiel, assim como o tenho sido nos anos passados. 

PREGAÇÃO 
(Obrigatória)

Em seguida, faz-se a pregação, que compete ao sacerdote celebrante; ela deve ser feita de acordo com o tema e a meditação lidos.


LADAINHA DE NOSSA SENHORA 

Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do céu, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das Virgens, rogai por nós.
Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós.
Mãe da divina graça, rogai por nós.
Mãe puríssima, rogai por nós.
Mãe castíssima, rogai por nós.
Mãe imaculada, rogai por nós.
Mãe intacta, rogai por nós.
Mãe amável, rogai por nós.
Mãe admirável, rogai por nós.
Mãe do bom conselho, rogai por nós.
Mãe do Criador, rogai por nós.
Mãe do Salvador, rogai por nós.
Virgem prudentíssima, rogai por nós.
Virgem venerável, rogai por nós.
Virgem louvável, rogai por nós.
Virgem poderosa, rogai por nós.
Virgem clemente, rogai por nós.
Virgem fiel, rogai por nós.
Espelho de justiça, rogai por nós.
Sede de sabedoria, rogai por nós.
Causa da nossa alegria, rogai por nós.
Vaso espiritual, rogai por nós.
Vaso honorífico, rogai por nós.
Vaso insígne de devoção, rogai por nós.
Rosa mística, rogai por nós.
Torre de Davi, rogai por nós.
Torre de marfim, rogai por nós.
Casa de ouro, rogai por nós.
Arca da aliança, rogai por nós.
Porta do Céu, rogai por nós.
Estrela da manhã, rogai por nós.
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Auxílio dos cristãos, rogai por nós.
Rainha dos anjos, rogai por nós.
Rainha dos patriarcas, rogai por nós.
Rainha dos profetas, rogai por nós.
Rainha dos apóstolos, rogai por nós.
Rainha dos mártires, rogai por nós.
Rainha dos confessores, rogai por nós.
Rainha das virgens, rogai por nós.
Rainha de todos os santos, rogai por nós.
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós.
Rainha elevada ao Céu, rogai por nós.
Rainha do sacratíssimo Rosário, rogai por nós.
Rainha da paz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Pres.: Rogai por nós, santa Mãe de Deus
℟.: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos Vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. 
℟.: Amém 
RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL

Se for necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres.:
 Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
O povo responde:
℟.: 
Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Diác. ou Pres.: Glorificai o Senhor com a vossa vida; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
℟.: Graças a Deus!


Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.

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