DIOECESIS LEIRIENSIS-FATIMENSIS
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DOM ÍTALO SILVA
POR MERCÊ DE DEUS E DA SÉ APOSTÓLICA
TITULI DE AQUAE IN NUMIDIA
PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA EVANGELIZAÇÃO
PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA O CULTO DIVINO E DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
BISPO DIOCESANO
"A ESPERANÇA QUE RENOVA"
Aos diletos filhos espalhados por todo o nosso território diocesano e todo o povo de Deus que leem essa Carta Pastoral saúde e paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão de Nossa Senhora de Fátima.
Caríssimos irmãos no sacerdócio,
presbíteros e diáconos da Diocese de Leiria-Fátima, “O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). À luz desta afirmação central da fé cristã, dirijo-me a vós na proximidade da Solenidade do Natal do Senhor, celebrada neste tempo particularmente fecundo da graça jubilar. Não é por acaso que a Igreja, no ritmo sábio do seu ano litúrgico, nos conduz a celebrar o mistério da Encarnação no coração de um Jubileu: Cristo que nasce é a Porta Santa aberta definitivamente entre o Céu e a terra, é o Ano de Graça tornado Pessoa viva.
presbíteros e diáconos da Diocese de Leiria-Fátima, “O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). À luz desta afirmação central da fé cristã, dirijo-me a vós na proximidade da Solenidade do Natal do Senhor, celebrada neste tempo particularmente fecundo da graça jubilar. Não é por acaso que a Igreja, no ritmo sábio do seu ano litúrgico, nos conduz a celebrar o mistério da Encarnação no coração de um Jubileu: Cristo que nasce é a Porta Santa aberta definitivamente entre o Céu e a terra, é o Ano de Graça tornado Pessoa viva.
O Natal não é apenas a memória de um nascimento passado, mas a proclamação de que Deus entrou para sempre na história humana. No Menino de Belém, o eterno faz-se próximo, o infinito aceita os limites do tempo, e a misericórdia assume um rosto. Celebrar o Natal é, portanto, celebrar o fundamento de todo Jubileu: a visita de Deus ao seu povo, não como juiz distante, mas como Salvador humilde e acessível.
Neste contexto jubilar, o presépio revela-se como verdadeira catequese viva. Nele contemplamos um Deus que não salva pela força, mas pela proximidade; que não redime pela imposição, mas pela entrega. O Jubileu chama-nos à conversão, à reconciliação e à esperança — e tudo isso já está silenciosamente anunciado naquela noite santa de Belém, onde a pobreza se torna lugar da glória e a fragilidade, morada do Altíssimo.
Caríssimos irmãos, somos os primeiros guardiões deste mistério. Num mundo frequentemente distraído pelo ruído e seduzido por uma celebração superficial do Natal, cabe-nos reconduzir o povo de Deus ao centro, ajudando-o a atravessar a Porta da fé, da contemplação e da misericórdia. As nossas celebrações natalícias, sobretudo neste Jubileu, devem ser marcadas por profunda dignidade litúrgica, beleza sóbria e autêntico espírito orante, para que o povo possa verdadeiramente encontrar-se com o Senhor que vem.
O Natal, vivido em chave jubilar, interpela também o nosso ministério. Cristo nasce pobre para nos ensinar que a fecundidade pastoral não nasce do poder, mas da humildade; não do protagonismo, mas da doação silenciosa. O Jubileu convida-nos a renovar a graça da nossa ordenação, a purificar as intenções do coração e a redescobrir a alegria de sermos pastores segundo o Coração de Cristo.
Nesta Diocese profundamente marcada pela presença materna de Nossa Senhora de Fátima, o Natal ganha um tom ainda mais eloquente. Maria, Mulher do Jubileu permanente, oferece-nos o Filho e ensina-nos a acolhê-Lo com fé, penitência e esperança. À sua escola, aprendamos a viver este tempo como verdadeiro kairós de renovação espiritual para o clero e para todo o povo confiado aos nossos cuidados.
Caríssimos irmãos, celebrar o Natal neste Jubileu é proclamar que a esperança não desilude, porque tem um rosto: Jesus Cristo, o Emanuel, Deus connosco. Que esta Solenidade reavive em nós o ardor pastoral, fortaleça a comunhão presbiteral e nos torne sinais vivos da misericórdia jubilar no coração do mundo.
Confio cada um de vós ao Menino de Belém e ao Coração Imaculado de Maria. Que o Senhor que nasce na humildade da gruta renove em nós a alegria da vocação e nos conceda a graça de atravessar este Jubileu com um coração verdadeiramente convertido.
Sem mais me despeço-me
Dado e passado em Fátima Portugal, na Cúria Diocesana de Leiria-Fátima sob o pontificado de Piv Pp. IV, ao vigésimo quarto dia do mês de dezembro do ano Santo Jubilar de dois mil e vinte e cinco, Festa da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria de Guadalupe.
In corde Christi,
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Carta Pastoral "Emmanuel
Diocese de Leiria-Fátima
Dom Ítalo Silva
Natal do Senhor 2025
Spes quae non Confundit"




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